Classicismo

Em Arte, o Classicismo refere-se, geralmente à valorização da Antiguidade Clássica como padrão por excelência do sentido estético, que os classicistas pretendem imitar. A arte classicista procura a pureza formal, o equilíbrio, o rigor - ou, segundo a nomenclatura proposta por Friedrich Nietzsche: pretende ser mais apolínea que dionisíaca.
Alguns historiadores de arte, entre eles Giulio Carlo Argan, alegam que na História da arte concorrem duas grandes forças, constantes e antagônicas: uma delas é o espírito clássico, a outra, o romântico.
As duas grandes manifestações classicistas da Idade Moderna européia são o Renascimento e o Neoclassicismo.
Serve também o termo clássico para designar uma obra ou um autor depositários dos elementos fundadores de determinada corrente artística.

Contexto histórico

O classicismo se espalhou rapidamente pela Europa, com a criação da imprensa as informações eram divulgadas com maior rapidez. O classicismo ocorreu dentro de um grandioso momento histórico social, o Renascimento. É uma literatura antiga que sofreu várias influências principalmente greco-latinas, devido à criação das primeiras universidades que surgiram nesta época, com isto disseminando outras culturas.

Características gerais do Classicismo 

Universalismo 

Racionalismo 

Antropocentrismo 

Paganismo 

Neoplatonismo 

Estudo, imitação e emulação da cultura grega

Fusionismo: Mitologia pagã e cristã

Simplicidade, clareza e concisão

Equilíbrio, harmonia e senso de proporção (Rigor e perfeição formal)

Mimese = (imitação da Natureza: Aristóteles) 

Soneto (2 Quartetos e 2 Tercetos)

Versos Com Até 10 Sílabas Métricas (Estilo doce novo & Medida nova)

Rimas consoantes, por vezes até ricas

 

A musica no Classicismo 

Duas foram as frentes de batalha no início do Classicismo: a música instrumental e a ópera. Na música instrumental, os primeiros campeões foram os filhos de Bach, principalmente Carl Phillip Emmanuel, que contribuiu de forma decisiva para a consolidação da forma-sonata, linha mestra de todo o período. Na ópera, Christoph Willibald von Gluck, que levou adiante as conquistas de Rameau na busca de uma ópera mais racional.

Harmonia e equilíbrio são as palavras-chaves do Classicismo. A música era vista como uma diversão leve e refinada, sem os exageros dramáticos e de ornamentação barrocos. Assim, ela se torna algo mais despojado, simples, homofônico, mas em compensação tende a ser uma arte frívola, formalista e um tanto mecânica.

A forma-sonata serviu de base fundamental para toda a música instrumental da segunda metade do século XVIII. Todos os principais gêneros criados na época - a sinfonia, o concerto para solista, o quarteto de cordas, a sonata - têm seu principal movimento, e talvez mais um outro, escrito na forma-sonata. Assim, embora tenha servido como molde para grandes obras-primas, ela de certa forma homogeneizou a produção instrumental da época.

Produção que não era pequena. O maior exemplo é o austríaco Franz Joseph Haydn, o primeiro grande gênio clássico. Ele escreveu 104 sinfonias, 80 quartetos de corda, 50 sonatas para piano, 20 óperas e ainda encontrou tempo para compor oratórios impressionantes como A Criação e As Estações.

Apesar desses feitos impressionantes, o maior compositor do período, e isso o próprio Haydn afirmava, foi mesmo Wolfgang Amadeus Mozart. Além de ser um verdadeiro prodígio (aos quatro anos já dava concertos!) e de compor copiosamente, era um músico sensível e profundo. Mozart estava longe de escrever peças superficiais como a de seus contemporâneos; aí que residia a grande diferença. Ele foi o melhor em todos os gêneros: do concerto para piano, modalidade que praticamente criou sozinho, à ópera, tudo que leva sua assinatura tende à perfeição.